A capina é realizada manualmente e por tratamento químico com herbicidas.
Na capina manual são utilizadas ferramentas como pás, foices, garfos, enxadas e carrinhos de mão, com emprego de maior quantidade de mão-de-obra.
Já no tratamento químico, uma pessoa consegue pulverizar uma área bem maior. No entanto, requer maior cuidado, pois se o trabalho for mal executado pode afetar animais, plantas, população próxima e o próprio operador, não sendo indicada no período chuvoso.
O produto utilizado na capina química é o glifosato NA (não agrícola) e é utilizada principalmente em parques e bosques, devido ao crescimento exagerado do braquiara nestas áreas.
O braquiara é uma planta invasora que se adaptou bem aos centros urbanos e possui um crescimento muito rápido, sufocando o crescimento das plantas nativas nas áreas de reflorestamento. Nestas condições, capina manual é ineficiente precisando ser feita até seis vezes ao ano, sendo muito dispendiosa aos cofres públicos. Já a capina química pode ser feita duas vezes ao ano e utiliza uma quantidade bem menor de mão-de-obra.
O Eng. Orlando P. Michelli, ambientalista, que é contra a capina química acredita que os venenos que estão a nossa disposição para controlar as coisas ou as pessoas indesejáveis são resultados do aproveitamento das tecnologias utilizadas nas guerras, isso fez com que, no momento, a indústria química do veneno aplicasse seus produtos no setor mais vulnerável da humanidade, que é a fome e consequentemente os alimentos.
Conforme o profissional, aqui o uso intensivo de venenos na agricultura iniciou nos anos 60, na ditadura militar, com o nome de “revolução verde”, porque os venenos protegeriam as lavouras dos predadores e das ervas invasoras por meio dos formicidas, fungicidas, bactericidas, acaricidas e os vegetais combatidos com herbicidas, mas este plano não deu tão certo assim, porque não acabou com a fome, inclusive o problema foi agravado. Na última década passamos de 800 milhões de famintos para um bilhão, além disso, os venenos contaminam com seus resíduos a terra, a água, o ar, sendo grande responsável pelo efeito estufa, afirma.
Sob o olhar do Eng. Orlando, como nas cidades existem vegetais indesejáveis o administrador público quer livrar-se dos mesmos usando a alternativa da capina química, que é feita com herbicidas que irão nos envenenar como os agrotóxicos envenenam o ambiente e os alimentos, com a transferência destes venenos para os organismos dos humanos em forma de: câncer, alergias, problemas respiratórios, distúrbios psíquicos e outros, formando assim junto com a indústria farmacêutica a cadeia do lucro com a doença e a total despreocupação com as pessoas visando somente o lucro.
- “Por estes e muitos mais motivos sou contra o envenenamento das cidades pela capina química”.
Para o ambientalista e dietor do jornal Visão Ambiental Marcelo Sputnik, a Capina Quimica além de contaminar o Solo e o Lençol Freático, gera desemprego para os trabalhadores da Frente de Trabalho.

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